imagem de Fernando Haddad, o ministro da economia

Avaliação geral da sociedade.

Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) entre 19 e 22 de junho ouviu 2.500 brasileiros em 120 cidades com margem de erro de +2 pontos percentuais. O resultado foi claro: 58% dos entrevistados reprovam o rumo da economia, enquanto apenas 37% acreditam que ela está no caminho certo — índices praticamente iguais aos de março e maio, o que indica persistência no sentimento negativo.

 

Descontentamento atravessa classes sociais.

A insatisfação não é restrita a um grupo específico. Entre os que se consideram pobres, 60% desaprovam o governo econômico; na classe média, são 55%; e entre os mais ricos, 56% também demonstram insatisfação. Parte dos pesquisados também percebe estagnação ou retrocesso: 62% relatam deterioração da economia, enquanto apenas 35% acreditam em melhora.

Apesar do apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 20% dos seus eleitores expressaram insatisfação com a política econômica vigente — um sinal de resistência mesmo entre simpatizantes ao governo.

Conforme os dados, 31% dos entrevistados sentiram que as notícias recentes foram mais favoráveis ao governo em julho, antes 19% em junho. Já aqueles que perceberam cobertura negativa caíram de 45% para 41%; os que viram neutralidade passaram de 28% para 20%

 

Contexto econômico atual.

imagem de Fernando Haddad

Esse cenário adverso ocorre em meio a desafios fiscais, inflação elevada e expectativa de crescimento contida. O Ipespe registra que os brasileiros têm baixas expectativas para os próximos 12 meses, especialmente após o anúncio de uma tarifa de 50% pelos EUA sobre produtos brasileiros. Segundo outra pesquisa da Quaest, 43% preveem piora econômica, ante 35% que esperam melhora.

Enquanto isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta desaceleração do PIB brasileiro: crescimento de cerca de 2,3% em 2025, abaixo dos 3,4% registrados em 2024.

 

Principais fatores que explicam o pessimismo.

  • Inflação persistente, impactando o poder de compra das famílias. Segundo o IBGE, preço do café registrou alta de até 89% nos últimos 12 meses — o maior índice na cesta de consumo de inverno. Alimentos permanecem no centro das reclamações.

  • Política fiscal incerta, aumentos de impostos como IOF geram polêmica política e temor de mais pressão sobre preços e renda.

  • Reação adversa ao “tarifaço” dos EUA, que interfere nas exportações brasileiras e aumenta a desconfiança sobre os rumos da economia domestica.

O estudo revela uma sociedade com pouca confiança em relação ao futuro econômico. Esse sentimento pode dificultar o ambiente político, frear investimentos e limitar a demanda interna. A percepção compartilhada entre as classes sociais indica que a recuperação econômica precisa ser mais tangível e célere para reverter esse quadro.

 

Fontes

Revista Oeste – Maioria dos brasileiros reprova rumo da economia, diz pesquisa (Uiliam Grizafis, 25/07/2025) X (formerly Twitter)+10Revista Oeste+10Revista Oeste+10
R7 Notícias – publicação instantânea sobre a pesquisa da Revista Oeste Noticias R7
Revista Oeste – Pessimismo sobre economia supera otimismo após anúncio do tarifaço dos EUA Revista Oeste+1Revista Oeste+1
Revista Oeste – FMI projeta desaceleração do PIB do Brasil em 2025 Wikipédia+15Revista Oeste+15Revista Oeste+15
Revista Oeste – Café em pó sobe quase 90% e lidera inflação de inverno Revista Oeste+3Revista Oeste+3Revista Oeste+3
Revista Oeste – Embate sobre o IOF: governo, Congresso e a sombra da inflação Revista Oeste+1Revista Oeste+1